
Vítor Pereira, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional veio recentemente a público fazer um balanço do estado da arbitragem em Portugal. Uma altura um tanto estranha para se fazer um balanço dado que deixou de fora as últimas 4 jornadas do Campeonato que, normalmente, são aquelas que geram maiores polémicas. Ou, pelo menos, em que as polémicas aí suscitadas perduram mais na memória dos adeptos. Pensando bem foi uma excelente altura para balanço na óptica do Vítor Pereira...
Adiante! Regozijou-se o presidente da Comissão de Arbitragem por terem existido apenas 14 situações em que os erros de arbitragem influiram directamente no resultado das partidas. Isto num universo de 416 jogos, contando, naturalmente, com os jogos das 26 jornadas das duas competições profissionais de futebol.
Estas declarações e a satisfação evidente do presidente geraram poucas reacções e quase nenhum alarido. Todos estamos já vacinados em relação a este tipo de balanços e considerações feitos em causa própria. Para os árbitros e seus dirigentes a arbitragem está bem e recomenda-se; para os adeptos mais "facciosos" não há um que se aproveite. Como em quase tudo na vida a razão deve estar algures no meio-termo.
Mas eu trouxe este assunto à baila com outro propósito. Há um assunto que eu tenho visto pouco abordado pelo sr. Vítor Pereira e pouco explorado pelos jornalistas da nossa praça. Deixo-o eu aqui para reflexão:
Temos um conjunto de 9 árbitros internacionais com as insígnias da FIFA; Dois deles fazem parte do grupo de elite da UEFA (Lucílio Baptista e Olegário Benquerença); Só temos 6 jogos de alto risco no campeonato durante a época.
Adiante! Regozijou-se o presidente da Comissão de Arbitragem por terem existido apenas 14 situações em que os erros de arbitragem influiram directamente no resultado das partidas. Isto num universo de 416 jogos, contando, naturalmente, com os jogos das 26 jornadas das duas competições profissionais de futebol.
Estas declarações e a satisfação evidente do presidente geraram poucas reacções e quase nenhum alarido. Todos estamos já vacinados em relação a este tipo de balanços e considerações feitos em causa própria. Para os árbitros e seus dirigentes a arbitragem está bem e recomenda-se; para os adeptos mais "facciosos" não há um que se aproveite. Como em quase tudo na vida a razão deve estar algures no meio-termo.
Mas eu trouxe este assunto à baila com outro propósito. Há um assunto que eu tenho visto pouco abordado pelo sr. Vítor Pereira e pouco explorado pelos jornalistas da nossa praça. Deixo-o eu aqui para reflexão:
Temos um conjunto de 9 árbitros internacionais com as insígnias da FIFA; Dois deles fazem parte do grupo de elite da UEFA (Lucílio Baptista e Olegário Benquerença); Só temos 6 jogos de alto risco no campeonato durante a época.
- Porque carga d'água é que só 3 desses árbitros foram chamados a esses jogos? Pedro Proença, que acompanhou o FC Porto nas suas visitas a Lisboa, Lucílio Baptista que foi com o Benfica ao Porto e Jorge Sousa (o mais recente dos internacionais) que fez o Sporting - Benfica.
- Porque é que dois dos jogos potencialmente decisivos desta fase final do campeonato (as visitas do Sporting à Luz e ao Dragão) foram arbitrados por um árbitro não internacional (Pedro Henriques)?
- Porque será que um dos árbitros de elite da UEFA só faz jogos de pouca responsabilidade a nível interno?
- Como se justifica que exista um árbitro internacional há 4 ou 5 anos que nunca apitou um clássico entre os grandes (Bruno Paixão)?
5 comentários:
Esses tempos Guilhermianos são relativos ao Aguiar?
Boa sorte para o Blog. Que o critério esteja contigo... ;)
Não. São relativos ao Luís Guilherme. O antecessor do Vítor Pereira.
O meu amigo, pq tu não faz um post respondendo as perguntas que aqui colocou?
Não são retóricas, pois não?
Descartes por Descartes.
AHPOIZÉ!
bruno, não são retóricas mas são perguntas. Não sei as respostas. Só posso teorizar, e isso farei quando chegar a altura.
o pedro henriques é só actualmente o melhor árbitro em portugal ;)
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