
Mais um clube histórico que foi obrigado a terminar a sua actividade desportiva. Desta feita foi o Clube Desportivo do Montijo, na sequência da sua descida da III Divisão aos distritais de Setúbal e das dificuldades financeiras inultrapassáveis.
Talvez menos mediático do que outros emblemas, recordo que o Montijo, clube com 60 anos de história, conta com 3 presenças na I Divisão na década de 70 e era uma referência no Distrito.
É um sinal dos tempos o esvaziamento da importância do Distrito de Setúbal no futebol nacional. Aquele que já foi o 3º Distrito com mais importância em termos de número de clubes e de praticantes corre o risco de assumir a dimensão dos distritos do interior mais profundo.
O Vitória de Setúbal luta arduamente pela sobrevivência e pela manutenção na I Divisão; Na Liga Vitalis é o deserto; Na II Divisão B resiste o Pinhalnovense; O Barreirense desceu para a III; Na III Divisão aguenta-se o Alcochetense e o Amora (estes ainda com algumas esperanças de poderem subir); O Cova da Piedade luta pela permanência e o Montijo acabou. Será substituído, na próxima época pelo Fabril. A I Divisão distrital tem 16 clubes e a II Distrital nem isso consegue (são apenas 10 salvo erro).
Por outro lado temos o Sporting instalado em Alcochete, o Benfica no Seixal e o Belenenses treinando regularmente em Almada. Onde estão hoje aqueles autarcas e empresários que diziam que a construção das Academias e Centros de Estágio iriam potenciar o desenvolvimento desportivo na Margem Sul? Erro crasso! Pelo contrário, estão a comportar-se como os Eucaliptos, secando tudo à sua volta! E medidas políticas para contrariar essa tendência nem vê-las. Quando acordarem para a realidade já pode ser tarde demais.
Talvez menos mediático do que outros emblemas, recordo que o Montijo, clube com 60 anos de história, conta com 3 presenças na I Divisão na década de 70 e era uma referência no Distrito.
É um sinal dos tempos o esvaziamento da importância do Distrito de Setúbal no futebol nacional. Aquele que já foi o 3º Distrito com mais importância em termos de número de clubes e de praticantes corre o risco de assumir a dimensão dos distritos do interior mais profundo.
O Vitória de Setúbal luta arduamente pela sobrevivência e pela manutenção na I Divisão; Na Liga Vitalis é o deserto; Na II Divisão B resiste o Pinhalnovense; O Barreirense desceu para a III; Na III Divisão aguenta-se o Alcochetense e o Amora (estes ainda com algumas esperanças de poderem subir); O Cova da Piedade luta pela permanência e o Montijo acabou. Será substituído, na próxima época pelo Fabril. A I Divisão distrital tem 16 clubes e a II Distrital nem isso consegue (são apenas 10 salvo erro).
Por outro lado temos o Sporting instalado em Alcochete, o Benfica no Seixal e o Belenenses treinando regularmente em Almada. Onde estão hoje aqueles autarcas e empresários que diziam que a construção das Academias e Centros de Estágio iriam potenciar o desenvolvimento desportivo na Margem Sul? Erro crasso! Pelo contrário, estão a comportar-se como os Eucaliptos, secando tudo à sua volta! E medidas políticas para contrariar essa tendência nem vê-las. Quando acordarem para a realidade já pode ser tarde demais.
2 comentários:
=(
Um clube que vai deixar saudades .
Tu és do Belenenses , deves ter ouvido falar do Taira um ex-jogador que passou no Bélem e que no início da carreira esteve a jogar no Montijo (emprestado). Nessa altura 1989/90 estiveram perto de subir novamente à antiga 1º divisão.
É triste e pior do que tudo as falências ainda agora estão a começar , muitas virão .
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